Centro de Inovação: espaço para tecnologia tem obras iniciadas

A noite desta última segunda-feira (25 de setembro), em Goiabeiras, registrou um momento histórico: o início oficial das obras do Centro de Inovação, primeiro prédio do projeto Parque Tecnológico Metropolitano de Vitória, cujas obras já são aguardadas há 30 anos.

Em clima de festa, embalada pelo congo da banda Panela de Barro e pela música suave do Quarteto da Fafi, o evento teve como símbolo “Yara, o Carro Autônomo”, projeto experimental da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes).

O Centro de Inovação, orçado em R$ 5,4 milhões, com recursos federais já depositados na conta da Prefeitura, será construído em Goiabeiras, em um prazo de 15 meses, numa área de 2.098 metros quadrados.

Em três pavimentos, tendo o térreo funcionando como um ponto de encontro, o empreendimento irá se constituir no coração e no cérebro do Parque Tecnológico, a ser expandido ao longo dos próximos anos, numa área total de 332 mil metros quadrados.

Futuro

Nos vários pronunciamentos realizados durante a solenidade, o Centro de Inovação foi ressaltado como o instrumento tecnológico propulsor do futuro da cidade.

Na coordenação de implantação do projeto, juntamente com uma governança que reúne representantes da academia e de entidades ligadas ao desenvolvimento econômico e sustentável, o presidente da Companhia de Desenvolvimento de Vitória (CDV), José Vicente Pimentel, afirmou que esse primeiro prédio será utilizado para capacitar jovens empreendedores a desenvolver e lançar seus produtos no mercado.

“O edifício do Centro de Inovação é o ponto de partida de uma proposta inovadora, que contribuirá para o desenvolvimento sustentável da cidade de Vitória e seu entorno”, destacou José Pimentel.

O prefeito Luciano Rezende destacou que o Parque Tecnológico estará localizado próximo ao aeroporto de Vitória.

A ideia é não perder os talentos capixabas para os mercados de estados vizinhos. Luciano Raizer, representante da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), lembrou que o Espírito Santo era o único estado das regiões sudeste e sul que ainda não tinha um parque tecnológico.

Empresas

O empreendimento atenderá empresas de base tecnológica, como laboratórios, empresas de certificação de produtos, agentes de fomento à ciência, incubadoras e empresas de software. A produção será destinada às empresas locais de petróleo, games, celulose e minério de ferro. Há também a expectativa de expansão para o mercado externo focado na robótica, biotecnologia e nanotecnologia.

Publicada em 26/09/2017, às 12h35 | Atualizada em 26/09/2017, às 15h05

Por SEGES/SUB-COM | Com edição de Matheus Thebaldi

Com colaboração de Tinoco dos Anjos